Nomofobia – O medo de estar sem o celular atinge cada vez mais pessoas

quarta-feira, 21 de março de 2012

nomofobiaUma pesquisa patrocinada pela empresa SecurEnvoy revelou que 66% do britânicos sofrem de nomofobia, que é o medo (ou desconforto) de estar sem o telefone celular. O número é maior do que a última pesquisa, realizada há 4 anos.

 

A explosão demográfica dos smartphones, iniciada com o lançamento do iPhone e o posterior lançamento da plataforma Android, fez com que estes aparelhos se tornassem ferramentas poderosas na maneira como nos comunicamos e nos relacionamos socialmente.

 

Muitas pessoas acham impensável não conseguir atualizar o Facebbok, mandar uma foto para o Instagram ou checar a timeline do Twitter em qualquer lugar. Outros não se sentem bem caso não possam ser alcançados, seja por uma ligação ou apenas uma mensagem de texto. Por este motivo é tão importante para elas não se separar do celular.

 

O primeiro registro de nomofobia foi registrado em 2008, após uma pesquisa realizada pelos correios da Inglaterra que tentava identificar as ansiedades e problemas sentidos pelos usuários de telefones celulares. Nela foi descoberto a grande inquietude sentida por 53% dos britânicos caso “perdessem o aparelho, ficassem sem cobertura de rede ou a bateria ou créditos acabassem”. Daí veio o termo nomo – no mobile (sem celular).

 

nomofobia medoO estudo feito em 2012 mostra que agora 66% dos britânicos sofrem da nomofobia, sendo que mais mulheres (70%) do que homens (61%) são afetados, mas isso pode ser explicado porque um número maior de homens carrega dois aparelhos, para o caso de um não estar disponível. Cerca de 77% das pessoas na faixa etária dos 18 aos 24 anos é atingida.

 

Apesar desta pesquisa ser feita na Grã-Britânia não acho que os brasileiros estejam muito distantes disso. A participação do nosso país em redes sociais não para de crescer e um estudo realizado pela consultoria IDC indica que cerca de 15 milhões de smartphones serão vendidos no país em 2012. Teremos em pouco tempo um número muito grande de usuários conectados a todo momento.

 

Nisso você pode adicionar o que vemos no Facebook e Twitter. É relativamente comum vermos atualizações de amigos que estão aflitos porque o celular quebrou ou foi esquecido em casa. Eu aparentemente me encaixo no grupo pois apesar de não ter passado por um episódio de ansiedade ao estar longe do aparelho levo um extra na mochila para o caso da bateria acabar (coisa simples ao se usar muito o 3G).

celular social

Especialistas afirmam que para se curar da nomofobia é preciso fazer uma terapia de exposição, onde a pessoa começa imaginando momentos da vida sem o aparelho e depois tenta se separar dele aos poucos. Para casos mais graves é indicado o uso de medicações.

 

E você acha que é atingido pela nomofobia?

 

Fontes: Cnet, L.A. Times, SecurEnvoy, Correio

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