Cigarro e perda auditiva irreversível

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Inúmeros prejuízos à saúde causados pelo fumo são bem conhecidos e divulgados. Aumento do risco para diversos tipos de câncer, doenças cardiovasculares, periodontais e do aparelho respiratório são amplamente documentados, além de outros distúrbios causados direta ou indiretamente pelo fumo.

 

fumo passivo mata O fumante passivo (quem não fuma mas está perto de fumantes, respira a fumaça) também está sujeito a estes riscos e prejuízos, mesmo que não tenha optado por se expor aos tóxicos presentes na fumaça do cigarro. O ar cheio de fumaça do cigarro tem três vezes mais nicotina, monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça tragada diretamente pelo fumante ativo. Os fumantes passivos ocupam o terceiro lugar na lista de mortes evitáveis da OMS, atrás do consumo excessivo de álcool.

 

cigarro ouvido Pesquisas apontam mais uma consequência dessa exposição, a perda auditiva. O Dr. Erik Fransen, da Universidade da Antuérpia na Bélgica, é um dos pesquisadores principais de um estudo que envolveu 4000 voluntários de ambos os sexos. Ele declara que a habilidade de perceber sons de alta frequência foi danificada nos fumantes e nos obesos, sendo que a perda auditiva é proporcional ao quanto o indivíduo fuma e ao índice de massa corpórea. Ocorre uma piora quando a pessoa fumou regularmente por um período superior a um ano.

 

Ao contrário de outras partes do organismo, uma vez que tenha ocorrido o dano, não há perspectiva de recuperação ou melhora na audição.

 

fumo passivo Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Miami e Universidade Internacional da Flórida envolveu 3.307 voluntários não fumantes sugere que o fumo passivo também está conectado às perdas na capacidade auditiva. A fumaça do tabaco prejudica o fluxo sanguíneo em vasos de pequeno calibre do ouvido, causando uma falta de oxigênio e acúmulo de substâncias tóxicas, resultando em dano celular.

 

O fumo passivo aumentou em cerca de um terço o risco de perda auditiva em frequências de som altas, baixas e médias, a um grau onde os indivíduos podem sentir dificuldades em acompanhar uma conversação na presença de ruído ambiente.

 

O Dr. David Farby, que liderou a pesquisa, esclareceu que “O nível seguro de exposição (à fumaça do cigarro) é nenhuma exposição”.

 

cigarro incomoda

É complicado falar em liberdade para fumar em público, já que a fumaça não respeita a escolha de cada um em inalar ou não. Os prejuízos à saúde para quem respira a fumaça dos outros já são bem documentados e comprovados.

 

Por mais que seja um “ambiente aberto”, a fumaça não é dissipada imediatamente e quem está perto fica respirando.

 

 

 

Fonte: BBC, Albert Einstein

1 comentários:

Isaac Silva 19 de novembro de 2010 10:17  

Na foto o cara easta com um cigarro no ouvido, assim é facil ficar surdo.

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