Como transferir efeitos sonoros dos quadrinhos para o cinema?

sábado, 9 de outubro de 2010

bamf Quando estamos lendo uma história em quadrinhos vemos uma explosão e em seu desenho existe a expressão “Ka-Pow”. Sabemos que uma explosão não faz um barulho sequer parecido com isso, mas mesmo assim deixamos para lá, pois termos como “Pow”, “Bang” e “Boing” já são plenamente conhecidos.

 

Se a pessoa está produzindo um desenho da Mônica, por exemplo, fica mais fácil transformar em som as coelhadas que ela dá no Cebolinha. “Pof”, “Bonc” e “Poc” podem ser traduzidos de maneira mais simples para o mundo real.

 

Agora imagine a situação de um designer de som, contratado por um estúdio para trabalhar em uma adaptação de quadrinhos para o cinema. Sons de socos e explosões são mais fáceis, afinal ele já deve ter uma boa biblioteca de efeitos deste tipo. O problema é quando ele precisa criar um som de algo que simplesmente não existe.

 

A maior parte dos expectadores foi assistir X-Men nos cinemas e nem se preocupou com o som que as garras do Wolverine faziam ao saírem de suas mãos, ou o que Noturno fazia ao se teletransportar. Afinal, como fazer “Snikt” e “Bamf” soarem reais para as pessoas?

 

snikt Craig Berkey, que trabalhou nos dois primeiros filmes dos mutantes, diz que o principal é fazer o som parecer visceral e real se distanciando das histórias em quadrinhos ou de sons mágicos.

 

Para criar o som das garras de Wolverine os designers de som levaram em consideração dados como a aparência delas, o tamanho e a velocidade com que elas sairiam e seriam retraídas. O curioso é que cada vez que as garras apareciam foi feito um novo efeito sonoro, pois ele precisava ser coerente com outros sons na cena.

 

Este efeito se dividia basicamente em dois elementos: o som da lâmina de metal e o de alguma coisa passando pela carne. Eles chegaram a destroçar a carcaça de galinhas e perus para atingir o som exato. Também foi usado o som de nozes sendo quebradas.

 

 

Já o “Bamf” (adoro esta onomatopéia) foi pensado como algo que faz um barulho maior e de repente some. Para isso eles usaram comida de cachorro, o som que uma lâmpada de flash e o da liberação de ar comprimido.

 

 

Na revista do Homem-Aranha aparece a expressão “Thwip” quando ele lança sua teia. No filme era preciso reproduzir o som dela saindo do braço de Parker. Variáveis como a velocidade como a teia seria expelida, o local onde grudaria e o som dela viajando pelo céu foram consideradas.

 

Stephen Flick afirma que não existe um efeito especial padrão para o “Thwip”, mas que são usados mais de 40 elementos diferentes para criar o som, entre eles o som de uma linha de pesca sendo lançada e o som de ar comprimido sendo liberado.

 

 

É incrível que algo tão pequeno dê este trabalho todo, mas vamos concordar que se estes sons não fossem bem feitos, toda a credibilidade daquele personagem estaria perdida.

 

Fonte: Gizmodo (lá você confere os exemplos dos áudios destes efeitos)

1 comentários:

linkpremiadoblog 9 de outubro de 2010 18:27  

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