Vídeo chocante mostra realidade do vazamento de petróleo no Golfo do México

terça-feira, 29 de junho de 2010

O mês de junho está chegando ao fim e até hoje o vazamento de óleo no Golfo do México ainda não foi resolvido. Anteriormente mostrei algumas fotos de animais que haviam sido vítimas deste desastre ambiental (clique aqui para ver), pois muito tempo passou e todos os dias cerca de 800 mil galões (algo próximo de 3 milhões de litros) de óleo são jogados no oceano Atlântico.

 

O fotógrafo John L. Wathe fez no dia 21 de junho de 2010 um vôo por diversas partes da costa até o local onde a Deepwater Horizon afundou. É um registro aterrador da realidade deste problema. Além de manchas de óleo gigantescas no mar, podem ser vistos inúmeros animais mortos ou moribundos.

 

 

Enquanto a British Petroleum não apresenta nenhuma solução para o fechamento do buraco a tempestade tropical Alex está se tornando um furacão e promete tornar tudo ainda pior. A empresa responsável pela limpeza já anunciou que suspenderá suas atividades por duas semanas para garantir a segurança do equipamento. O furacão deverá levantar do oceano uma grande quantidade de água, fazendo chover óleo em diversas localidades.

 

Um problema mais remoto mas ainda assim assustador foi apresentado por cientistas esta semana. Segundo eles existe uma grande concentração de metano no local, sendo esta inclusive uma das causas da explosão na plataforma. O vazamento está liberando uma quantidade substancial de metano.

golfo do mexico em chamas

O metano se liga ao oxigênio formando uma mistura de alto teor inflamável. Esta ligação está sufocando toda a vida marinha no local. É possível que isso crie “zonas mortas” no oceano onde nenhum tipo de vida marinha poderá ser sustentada por muitos anos, talvez até permanentemente.

 

Alguns geólogos acreditam que naquele lugar existe uma gigantesca bolsa de metano e temem que o local do vazamento acabe se conectando com ela. Se realmente existir e for liberada, uma explosão poderá ocorrer criando um tsunami de proporções catastróficas. Isso também irá vaporizar a água, óleo e outras substâncias naquele local, abrindo uma cratera gigantesca no chão, causando outros tsunamis. É um cenário pouco provável mas possível.

Tsunami_Madrid

Se esta temporada de tempestades for um pouco mais intensa os trabalhos de limpeza e eventual fechamento do vazamento deverão ser empurrados para setembro e até lá milhões de litros de petróleo cru continuarão sendo liberados no mar, prejudicando imensuravelmente a vida marinha no oceano Atlântico.

 

Fontes: BPSlick, Environmental Graffiti, NY Daily News, Estadão, Man Over Board

1 comentários:

Anônimo 1 de julho de 2010 05:21  

Nos todos ja sabemos que esse oleo vai chegar as costas brasileiras. A pergunta e, que medidas o Brasil esta tomando para evitar ou minimizar o impacto em nosso pais.

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