Usando a sequência genética para prever riscos à saúde

domingo, 2 de maio de 2010

genoma humano O primeiro mapeamento do genoma humano foi feito em 2007 a um custo estimado de 3 bilhões de Dólares. Como toda tecnologia, o mapeamento está se tornando mais rápido e mais barato. Atualmente o procedimento custa algo próximo de 50 mil Dólares e os cientistas acreditam que em breve ele custará menos de mil Dólares. Isso certamente tornará o mapeamento mais comum entre as pessoas, mas até onde podemos ir com isso?

 

Stephen Quake, professor da Universidade de Stanford, teve seu genoma mapeado. Foram necessários 30 cientistas analisando por meses mais de 2 milhões de variações genéticas em seu DNA. Eles procuraram por problemas cardíacos, diabetes, câncer e como Quake poderia reagir a medicamentos comuns.

 

Os pesquisadores encontraram genes ligados a ataques cardíacos súbitos e outros sugerindo que ele pode ser resistente ao remédio anticoagulante Clopidogrel. Com base nesta sequência foi recomendado a ele estatinas para diminuição do colesterol.

 

mapeamento genoma Euan Ashley, um dos responsáveis pelo estudo que mapeou o genoma de Quake, afirma que o problema atualmente é interpretar esta quantidade de dados. Ainda é necessário melhorar a maneira como o mapeamento se torna uma base de informações úteis aos pacientes. O mapeamento genético não vai lhe dizer como nem quando você vai morrer exatamente.

 

Com o tempo estas informações se tornarão mais fáceis e baratas  de serem obtidas. Podemos estar entrando em um período onde empresas usem isso como diferencial no momento da contratação, ou que planos de saúde façam o mapeamento antes de aceitar um novo cliente. Mesmo que estejamos vendo estes avanços na medicina chegando nada está sendo feito por parte de legisladores para proteger a privacidade destas informações.

 

Temos uma excelente ferramenta para ajudar as pessoas, afinal muitas destas informações podem ser altamente relevantes para que os indivíduos evitem comportamentos que possam iniciar algumas doenças, mas ao mesmo tempo  existe a complicação de iniciar um processo de classificação das pessoas e populações como geneticamente superiores ou inferiores, atribuindo escores, tendências ou maiores aptidões com base no código genético.

 

Alguém berrou Gattaca?

 

Fonte: Yahoo! News

1 comentários:

Arthurius Maximus 3 de maio de 2010 13:14  

Esse é o caminho. Pena que, para a maioria, só será uma realidade ainda num futuro distante.

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