Chimpanzés reagem à morte da mesma forma que nós

segunda-feira, 26 de abril de 2010

CZECH/ Temos uma ancestralidade comum com os macacos. Esta é uma discussão antiga, que remonta ao livro A Origem das Espécies, de Darwin. Cientistas acreditam que sim, grande parte dos religiosos rejeitam a idéia e erroneamente alegam que a ciência indicaria que o homem evoluiu DE macacos.  Seja qual for sua crença, é inegável que dividimos muitas características com estes animais. Pesquisas e estudos têm fornecido evidências de que traços como a habilidade de pensar racionalmente, de se comunicar, de usar ferramentas, além de uma variação cultural e auto-consciência não são limites tão definidos entre humanos e animais. Já se sabe que biologicamente temos cerca de 99% de semelhança com eles em nosso código genético.

 homem e chimpanze

Recentemente algumas evidências apontam para o fato de que chimpanzés reagem de uma forma parecida com a nossa à morte de um deles. Em um parque-safári na Escócia pesquisadores filmaram a reação dos chimpanzés a morte de uma fêmea com 50 anos de idade. Seus amigos e familiares ficaram letárgicos e permaneceram junto a ela em seus últimos momentos. Após a morte, sua filha ficou junto ao corpo, mesmo que nunca antes elas tenham dormido juntas. Em um segundo vídeo, da universidade de Oxford, as mães de filhotes mortos carregaram e defenderam seus bebês falecidos.

 

carinho mae Humanos reagem de formas diversas quando alguém querido morre, mas os atos descritos acima poderiam muito bem ter sido realizados por pessoas. Isso nos faz pensar em como tratamos seres que passam por emoções tão próximas a que sentimos. Evidências como estas deveriam modificar o modo como estes animais são utilizados em experiências médicas, espetáculos circenses ou “armazenados” em zoológicos. Em junho de 2008 o parlamento espanhol aprovou uma resolução exigindo um melhor tratamento para grandes símios, um ato nobre que infelizmente não foi seguido pela comunidade européia (muito menos pelo Brasil). Resta saber se estas evidências ajudarão um dia a mudar esta triste realidade.

 

Clicando aqui você confere no site da BBC trechos dos dois vídeos citados neste post.

 

Fonte: TreeHugger

2 comentários:

* * * 27 de abril de 2010 11:55  

caramba... mas é fato que os grandes símios têm estruturas de sociedade que podem ser comparadas à sociedades primitivas, expressam sentimentos como raiva e afeto por seus pares, têm relações de parentalidade definidas... muito interessante que também consigam elaborar, mesmo que rudimentarmente, o sentimento de pesar, isso deveria ser melhor compreendindo por nós, humanos.

Anônimo 28 de abril de 2010 00:58  

É muita prepotência acreditarmos que a espécie humana é algo totalmente distinto dos outros animais. Temos muito em comum não só com os símios, mas também com os golfinhos, em termos de linguagem, consciência e papéis sociais.
Ainda que rudimentares, os grandes símios fazem uso inclusive de instrumentos.
Infelizmente, é característica da espécie humana escravizar e submeter a condições indignas os seres com menor poder (ainda que da própria espécie muitas vezes) com o argumento de serem "seres inferiores".

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