Como o acesso a tecnologia mudou nossa reação a desastres

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Quando o filme Cloverfield (clique aqui para ver o trailer) chegou aos cinemas uma pessoa me perguntou como o protagonista poderia se manter filmando os acontecimentos frente a uma realidade catastrófica sem nunca pensar em parar de gravar. Tempos atrás este comportamento poderia realmente parecer estranho, afinal porque perder tempo filmando enquanto um prédio cai sob sua cabeça se você poderia estar fugindo.

 

Tragédias recentes mostram que frente a desastres e situações incomuns as pessoas sacam suas câmeras ou celulares para registrar o momento. O barateamento destes equipamentos fez com que este tipo de reação seja ainda mais comum e que dispositivos que possam gravar imagens estejam virtualmente em qualquer lugar.

 

Em 2004, quando diversos países do Oceano Índico foram atingidos por um tsunami que matou cerca de 150 mil, várias pessoas filmaram a catástrofe mesmo enquanto fugiam dela.

 

 

 

Na última terça-feira (12 de janeiro) o Haiti foi atingido por um terremoto de 7.3 graus na escala Richter que praticamente arrasou o país. Estima-se que o número de vítimas fatais fique entre 50 e 100 mil mortos.

 

Novamente vários vídeos surgiram na Internet que foram gravados quase que imediatamente após o desastre. Agora as pessoas levaram menos tempo ainda para ver as imagens, pois conexões 3G permitiram que os vídeos fossem postados imediatamente em sites. Pessoas mandaram tweets (mais um) e fotos (mais uma) para o site de microblogging enquanto fugiam dos escombros.

 

 

 

Outros usos interessantes para a tecnologia disponível puderam ser vistos nos dias que seguintes ao terremoto. No Brasil familiares de militares alocados no Haiti não conseguiam um telefone para saber notícias de mortos e desaparecidos. Pelo Twitter uma pessoa foi perguntando a outra até que o telefone da missão brasileira no Haiti surgiu.

telefone missao brasileira no haiti

Nos EUA a Cruz Vermelha utilizou um serviço de SMS, semelhante a aqueles que vendem toques de celular na TV, para arrecadar doações de auxílio às vítimas. Mandando uma mensagem pelo celular para o número fornecido pela Cruz Vermelha a pessoa doa 10 Dólares. Com isso foram arrecadados mais de 3 milhões de Dólares em pouco mais de um dia.

cruz vermelha 

Diversos blogs abordaram o assunto e a participação da Internet no acesso às informações foi crucial. Se você comparar o papel da Internet e principalmente dos internautas na cobertura dos atentados de 11 de setembro, do tsunami na Ásia, dos protestos no Irã e agora no terremoto no Haiti podemos ver que o mundo e o acesso à informação mudou de uma forma jamais imaginada.

 

Quer saber como ajudar as vítimas do terremoto no Haiti? Clique aqui e aqui para saber como. O telefone da missão brasileira no Haiti é (509)3702-5007. Outros telefones para informações sobre brasileiros no Haiti (061) 3411.8803 / 8805 / 8808 / 8817 / 9718 ou 8197.2284. O e-mail da missão das Forças Armadas no Haiti é haiti@exercito.gov.br.

 

Infelizmente o ano começou de maneira desastrosa para diversas partes do mundo e no Brasil não foi diferente. O réveillon em Angra dos Reis e os alagamentos no estado de São Paulo são apenas alguns exemplos. A prefeitura da cidade carioca abriu uma conta para ajudar moradores e vítimas dos deslizamentos (clique aqui para ver). A Unicef atua no Brasil ajudando crianças e adolescentes a terem um futuro melhor.

 

Em praticamente todos os centros urbanos brasileiros existe alguma associação ou ONG onde você pode ajudar as pessoas localmente. Tente procurar uma delas e ajude o próximo.

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