Se não amar seu filho vai em cana

terça-feira, 17 de novembro de 2009

pais e filhos algemados Como criar uma relação afetiva com um filho? Dizem que amor de mãe e pai é genético, que já é inato e vem desde a gravidez. Notícias que vemos nos jornais provam que nem sempre isso é verdade, pois existem mães e pais que abandonam seus filhos, outros que espancam e até mesmo exemplos de alguns que torturam. Isso não mencionando algo mais comum, as relações entre pais e filhos que simplesmente são conflituosas ou frias, sem muita afetividade.

 

É preciso achar uma maneira de proteger a criança contra maus tratos e violência dentro de casa. O problema é que nos dois Projetos de Lei tramitando na Câmara dos Deputados é esperado que os pais dêem carinho e amor ao filho. As penas envolvem indenização por danos morais e detenção para quem não cumprir com as obrigações morais, materiais e afetivas. Os pais idosos poderão processar filhos através das mesmas leis, caso sejam aprovadas.

 

Em primeiro lugar quem vai decidir o que é suficiente no campo afetivo? Qual será o peso de uma lei com consequências penais na cabeça de crianças e adolescente? Será que precisamos colocar na cadeia pessoas que simplesmente não amam outras?

 

pai bomO Estado agora quer interferir no sentimento das pessoas. O caso é “ou você me ama ou te processo”? É meio difícil ver uma pessoa ser processada começar a amar outra que está movendo uma ação contra ela. Sem contar que algumas pessoas simplesmente não se dão bem com outras e pronto. Agora os Deputados decidem interferir em uma das esferas mais íntimas do ser humano, o sentimento.

 

A psicóloga Patrícia Spada afirma que "se já está difícil formar laços com a convivência, é quase impossível resolver o problema com a polícia intermediando a relação. É traumático para quem denúncia e para quem é acusado". Me pergunto se a polícia (ou o judiciário) está preparada para intermediar esta relação. Sem contar fatores externos, que podem influenciar a relação entre pais e filhos.

 

No futuro precisaremos de cartilhas dizendo como se relacionar ou não com pais e filhos?

 

Fonte: MSN Corpo e Saúde

6 comentários:

Trideko 19 de novembro de 2009 14:07  

Tá legal...
Declino diante deste impasse.
Reconheço que nunca amei minha mãe.
Talvez eu tenha algum bloqueio ou até mesmo isto explique tudo (como diria Sigmund Freud).
Podem baixar suas armas (malhetes dos juízes no caso).
Na verdade sempre tive fantasias de cometer insesto com mamãe.
Prometo amá-la como nunca.
E foda-se o resto!

Marques de Oliveira 10 de julho de 2010 10:07  

Vou te dar uma luz do porquê isso é uma boa idéia:

Pegamos por exemplo o caso do jogador Bruno.
O cara teve infância pobre e foi abandonado pela mãe (que só apareceu 20 anos depois e querendo arrancar dinheiro dele), não criou afeto nenhum pelo sexo feminino, sendo isso um fator que o levou a cometer o crime.
Agora vejamos a história do outro lado, o lado de Eliza Samúdio. O pai da moça era um estuprador, violentou a irmã de Eliza. Que trauma em relação ao sexo masculino isso pode ter causado a moça? Acho que seria o suficiente pra ir atrás do mundo dos filmes pornô e/ou tratar homens sem nenhum respeito, o que nesse caso foi fatal, pois os dois lados da balança, Bruno e Eliza, não teriam um equilíbrio emocional à respeito do sexo oposto.
A única questão que chocou foi o fato do crime cometido, e não o POR QUÊ do cometimento do crime.
Essa parcela de culpa não pode recair diretamente em uma pessoa (no caso Bruno), considerando os fatos que levaram o desfecho da história. Ao meu ver, quem realmente deveria ser responsabilizado pela tragédia, deveriam ser o pai de Eliza e a mãe de Bruno.

OBS: não estou defendendo o goleiro, estou defendendo o projeto de lei.

Marques de Oliveira 10 de julho de 2010 10:07  
Este comentário foi removido pelo autor.
Isabel 11 de julho de 2010 19:40  

Marques:
Que coisa ridícula. Então qualquer um que tem pai e mãe ruins tem desculpa para ser criminoso? A maioria das pessoas que tem uma péssima infância não vira criminoso. E essas pessoas, que foram criadas sem amor mas optaram por fazer exatamente o contrário, ao invés de repetir os erros ou se tornarem criminosos violentos?
Acha que na cadeia não tem ninguém com mãe e pai que amam? Faça-me o favor. O que mais tem é mãe chorando, visitando, vendendo tudo que pode para pagar defesa para o filho(a) criminoso.
Colocar a culpa de um miserável que porque joga bola e é amigo de traficante acha que pode tudo na mamãe e no papai como se ele fosse um coitado foi demais.

Marques de Oliveira 12 de julho de 2010 11:12  
Este comentário foi removido pelo autor.
Marques de Oliveira 12 de julho de 2010 11:13  

Isabel

Vide minha OBSERVAÇÃO.
Qualquer generalização é ridícula, pois não existem circunstâncias iguais. A questão é que isso pode ser um motivador sim.
Eu não quis dizer que se uma pessoa não tem pai ou mãe decentes e presentes, ou não teve uma boa infância, esta irá cometer qualquer crime, mas a criação afetiva concerteza exercerá influência em questões como SEQUESTRAR, AGREDIR, MATAR, e OCULTAR O CADÁVER ou não de um indivíduo.
Não se pode julgar alguém, quando você não sabe o que ela passou.
Indico o filme: OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES, como uma forma de exemplificar o que tento dizer.
Aparentemente é difícil que uma pessoa entenda o que eu digo ou leia minha observação.

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