Falta de espaço obriga japoneses a buscarem tecnologia até mesmo depois da morte
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Tóquio é uma das cidades mais populosas do mundo. A falta de espaço para morar já foi explorada por diversos filmes como “Encontros e Desencontros” e “Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio”. A taxa de natalidade caiu muito e o tamanho das famílias tende a diminuir, mas aparentemente ainda é preciso abrir mão do espaço para se viver na cidade.
Morrer em uma grande cidade japonesa é muito caro. Pelo número de pessoas morrendo e o espaço necessário para um enterro era de se esperar que o preço dos túmulos tradicionais em cemitérios fossem altos. Por isso a grande maioria opta pela cremação do corpo e agora a tecnologia apresenta uma nova opção, as criptas ativadas por cartão. Basta chegar ao templo budista, colocar seu cartão no local indicado e uma esteira automatizada leva os restos mortais da pessoa à presença da família. Não é necessário procurar pelo túmulo como em cemitérios normais.
Uma grande vantagem é que não há a necessidade de se preocupar com fatores como mau tempo, conservação da cripta e outros problemas. O templo budista é muito organizado e é aberto a visitação por parentes e amigos. Toda esta tecnologia poderia parecer muito mais cara do que fazer o processo da maneira tradicional, mas na verdade o templo tecnológico custa apenas 20% do valor de um enterro no cemitério. A urna familiar custa 8.800 Dólares. Neste processo cada urna possui capacidade para 9 envelopes de cinzas e estima-se que levará cerca de 70 anos para preencher cada uma completamente.
O Japão sempre foi visto como local pioneiro em diversos setores, creio que o funerário é mais um deles. Com cidades cada vez mais lotadas, vai chegar a hora onde esta tecnologia começará a ser aplicada também no Brasil.
Clique aqui e confira um vídeo mostrando esta nova opção para aqueles que se foram.












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