A guerra de brinquedo deveria ser tão real?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A Matchbox é uma empresa de miniaturas que é conhecida pela qualidade de suas réplicas. Entre seus produtos estão modelos de máquinas de guerra como tanques, aviões e helicópteros. Logicamente o público alvo da empresa são crianças, pois elas usam estes modelos para brincadeiras. Praticamente todo garoto já brincou de guerra com bonecos, o Comandos em Ação fez muito sucesso na minha infância.

 

O problema é quando a barreira entre realidade e ficção fica muito pequena. A Matchbox fez uma nova campanha onde utiliza crianças em ambientes de guerra. São fotos onde elas estão no meio de uma ambientação de conflito, imitando até mesmo a expressão facial de soldados.

 

matchbox criancas na guerra 2 matchbox criancas na guerra 3 

São imagens relativamente perturbadoras, afinal por mais que um garoto brinque com exércitos de mentira, aquilo sempre é uma brincadeira. Elevar o realismo disso é tentar fazer com que este público perca a sensibilidade para um ato tão horrível como um conflito armado.

 

matchbox criancas na guerra 

Os anúncios vistos acima foram feitos para o mercado asiático pela agência Ogilvy & Mather, mas a utilização de crianças com cara de americanas revelam a imagem belicista que o mundo tem dos Estados Unidos.

 

Mudando o foco mas mantendo o assunto podemos apontar para o próprio exército americano, que criou um jogo de tiro para mostrar os diferentes caminhos da carreira militar. O game é gratuito e pode ser instalado em qualquer computador. Confira abaixo um trailer.

 

 

Por mais que eu goste de games e que eu ache uma baboseira esta história de que qualquer jogo cria pessoas violentas, não posso deixar de pensar nesta iniciativa como uma maneira de vender a guerra como algo divertido.

 

Afinal alguém que jogue isso e vá parar no Iraque ou até mesmo no Haiti (no caso dos brasileiros) vai notar várias semelhanças na dinâmica de guerra. O problema é que na vida real não se pode reiniciar uma fase e isso eu não vejo ninguém dizer.

 

Fonte: Jalopink, Coloribus

3 comentários:

Arthurius Maximus 16 de julho de 2009 13:18  

Sim. o objetivo é desumanizar a guerra e permitir que ela se torne mais palatável. Principalmente hoje, com os jogos eletrônicos, a guerra é mesmo um jogo na cabeça de muitos soldados modernos.

Mau 17 de julho de 2009 13:30  

Com certeza é imoral, eu mesmo cresci desenhando helicópteros, aviões e navios de guerra...
A cabeça das crianças é um papel em branco onde os 'senhores da guerra' querem escrever suas ordens.
A guerra não é divertida, mas a TV, a CNN e suas imagens moldadas pela tecnologia avançada fazem crer que tudo não passa de um videogame... quem assiste pela TV fica insensível às mortes de mulheres, crianças, ou mesmo de jovens soldados trucidados por bombas de fragmentação ou incendiárias.
A visão da idiotia das guerras mudariam se as pessoas vissem as imagens das pessoas morrendo nas zonas atacadas, como as centenas de crianças mortas recentemente numa escola em Gaza pelo inescrupuloso exército de Israel...
Cenas chocantes foram parar em blogs e no Youtube.

freefun0616 3 de novembro de 2009 08:22  

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