A energia vinda da m..., das fezes

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Se existe uma coisa que já está mais do que na cara é a superpopulação do nosso planeta. Os bilhões de seres humanos precisam todos os dias atender a suas necessidades fisiológicas, produzindo toneladas de esgoto, que acabam parando nos oceanos.

Existem grandes oportunidades de lucro neste monte de dejetos, principalmente na produção de energia, um dos grandes desafios para um mundo dependente da tecnologia. Abaixo estão algumas possíveis medidas, que poderiam estar sendo testadas por governos ao redor do mundo.

Bactérias coprófagas


Estes seres consomem as fezes e liberam metano. Esta tecnologia é antiga e barata, além de ter sua eficácia comprovada. Os mais ligados em cinema devem lembrar de uma usina de metano comandada por Master Blaster em Mad Max – Além da Cúpula do Trovão. Mesmo que este método seja conhecido, poucos países o utilizam. O lado ruim é que o volume de esgoto é reduzido apenas pela metade e as bactérias consomem parte da energia produzida. Algumas cidades americanas utilizam o metano produzido desta forma para mover suas frotas de ônibus.

Turd Cell Smashers (Esmagadores das células das fezes)

Na verdade trata-se de uma maneira de potencializar o uso das bactérias coprófagas. Aquecendo as fezes sob pressão e utilizando ondas ultra-sônicas ou com pulsos em campos elétricos, é possível aumentar a produção de metano em 50%. O lado ruim é o cheiro exalado e um ataque químico contra o sistema de esgoto.

Toaletes geológicos

A cidade de Los Angeles começou a estocar seu esgoto em um poço com 1,6 km de profundidade para que o metano produzido possa gerar energia para 1.000 casas. O poço também dissolve e sequestra o dióxido de carbono que o esgoto normalmente liberaria.

Lagos de fezes


O título acima expressa exatamente a idéia básica. 50 usinas de tratamento de esgoto em 20 países construíram lagos e começaram a encher tudo de merda. O objetivo é usar a técnica das bactérias coprófagas em conjunto com a fotossíntese e criar fertilizante ou comida para algas ricas em nitrogênio. Elas podem ser usadas na produção de biodiesel. O lado ruim é que esta técnica não pode ser aplicada em ambientes urbanos (imagine o cheiro de um lago de fezes).

Gasificação

O processo aqui consiste em utilizar reações com pouco oxigênio para transformar o esgoto em um material sólido rico em carbono. Este material pode ser queimado para produzir energia. A técnica é muito popular na Europa, especialmente na Alemanha.

Queima das fezes

Está em trâmite um projeto para que cerca de um terço das fezes de Los Angeles e Orange Counties sejam convertidos em um material sólido que substituirá o carvão em fábricas de cimento. As cinzas resultantes serão misturadas ao cimento.

Resta saber agora se as pesquisas continuarão a buscar uma maneira mais eficiente de transformar o esgoto em energia ou se os governos continuarão queimando carvão para produzir energia.

Dos países que podem tirar proveito destas técnicas, o Brasil é o que deverá demorar mais a adotar algum destes. Nosso país já é muito acostumado a produzir energia através de seus rios e poluir livremente suas águas, sem dar valor a uma das maiores riquezas nacionais.

Fonte: Mother Jones

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