20 anos sem pesca em um terço dos oceanos

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Não precisa nem dizer que os oceanos estão precisando de ajuda. Lixões no meio do mar, esgoto sendo jogado diretamente nos mares e a pesca sem nenhum controle são apenas alguns exemplos de como estamos matando esta parte do nosso planeta.

Este último é uma das causas da diminuição da população marinha e exatamente por isso cientistas e grupos de conservação do meio ambiente estão pedindo que um terço dos mares seja fechado para pesca por um período mínimo de 20 anos.

A medida pode parecer radical, mas os números se apresentam de maneira alarmante. Na União Européia cerca de 88% das áreas pesqueiras estão com uma quantidade baixa de peixes. Uma porção menor (30%) está fora dos limites biológicos seguros. Nestas áreas os peixes afetados não conseguem sequer reproduzir de maneira normal. No Mar do Norte, 93% dos bacalhaus são pescados antes de conseguirem completar o ciclo reprodutório.

Callum Roberts, que é professor de conservação marinha na Universidade de York, afirma que 20 a 40% dos mares precisam ser preservados. Segundo ele depois do período de 20 anos a pesca poderia ser reintroduzida de maneira produtiva.

A Comissão Européia está sugerindo uma diminuição drástica na frota pesqueira, mas Roberts acredita que o sucesso só será obtido se áreas de preservação forem criadas.

Países como EUA, Islândia e Canadá já criaram algumas áreas de proteção e a população marinha nestes locais está crescendo em um ritmo animador. O estado norte americano da Nova Inglaterra fechou um quarto de seus mares para os barcos e diminuiu a atividade pesqueira pela metade. Nos últimos 10 anos um crescimento acelerado nas populações de peixes usados para a pesca foi verificado.

Na Inglaterra existem três áreas onde é proibido pescar e em uma delas a população de lagostas cresceu significantemente, sendo oito vezes maior que em locais fora da área de proteção. Pescadores já estão percebendo o benefício de pescarem nas margens desta área.

A indústria pesqueira não acredita muito na eficácia do método e pede que seja feita uma distinção entre as áreas de preservação para a biodiversidades e aquelas criadas para o controle da pesca. Atualmente existem cerca de 4 mil áreas de preservação, cobrindo apenas 0,8% dos mares.

Fonte: The Observer

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