10 filmes históricos que esquecem a história

sexta-feira, 6 de março de 2009

Quando aparece no trailer o no início do filme a frase “baseado em uma história real” saiba que quase com certeza você não verá a história real. Se é difícil achar uma adaptação de livro ou quadrinhos que seja fiel ao original imagine quando é uma história que menos gente conhece. Quando o filme é histórico pior ainda, pois diversos fatos passarão batidos pelo público se forem modificados.

Historiadores admitem que os filmes atraem a atenção do público geral de uma forma que livro nenhum conseguiria, mas as vezes os erros históricos são grandes demais. Existem diversas produções famosas que deixam qualquer historiador babando de raiva e abaixo você confere 10 delas.

Pocahontas

pocahontas Quando a Disney fez sua versão da história entre uma índia americana e um colonizador inglês muitos historiadores ficaram irritados. Primeiramente a nativa foi retratada como adulta e segundo o que se tem conhecimento ela não tinham mais de 11 anos quando se envolveu com o inglês John Smith. No filme eles tentam criar uma atmosfera de romance e os historiadores discordam fortemente desta visão.

John Smith realmente conheceu uma nativa americana, mas eles nunca se casaram. Ela acabou se unindo a outro inglês, chamado John Rolfe.

Se quiser ver uma versão mais parecida com a realidade desta história assista Novo Mundo, com Colin Farrell e Christian Bale. Ainda assim Pocahontas não é retratada como criança neste filme.

 

JFK – A Pergunta Que Não Quer Calar

jfk Oliver Stone lançou seu filme sobre o assassinato do presidente americano e muita gente ficou de cabelo em pé. Apesar de diversas teorias conspiratórias terem sido sugeridas para a morte de Kennedy, nenhum havia aparecido como verdade. O filme afirmava que o FBI, a CIA e até o exército americano estavam por trás de uma conspiração tramando a morte do presidente para que ele não acabasse com a guerra do Vietnã.

Algumas pessoas já acreditavam em teorias deste tipo, mas historiadores consideram o filme de Stone pura ficção. Alguns apontam que o diretor modificou fatos para atingir o seu objetivo. Um exemplo foi o depoimento de David Ferrie, um dos suspeitos de Garrison (vivido no filme por Kevin Costner). No filme ele admite ter participado de uma conspiração com o objetivo de matar Kennedy. Na vida real ele negou a participação e inclusive se voluntariou a passar por um detector de mentiras.

O filme também se omitiu no fato da principal testemunha de Garrison ter sido trazida através do uso de drogas e hipnose.

Gerald Ford e David Belin, que fizeram parte do comitê federal que apontou Lee Harvey Oswald como único responsável pelo crime, declararam que o filme era “uma degradação da memória de Kennedy” e “uma fraudulenta interpretação da verdade para o povo americano.”

 

Shakespeare Apaixonado

apaixonado Apesar de ser o mais famoso autor da língua inglesa, pouco se sabe sobre a vida pessoal de Willian Shakespeare. Mas uma coisa que não foi aceita com bons olhos foi a idéia de que a tragédia de Romeu e Julieta foi baseado em um romance do próprio com uma dama da sociedade. Sabe-se que ele foi pegando pedaços de diversas estórias para se inspirar e nada foi criado gradualmente como o filme sugere.

Sabe-se que ele inspirou diversos de seus sonetos em uma dama de cor “escura”. Inclusive alguns perguntam porque não fizeram o filme baseado nesta romance mais próximo da realidade. Inclusive o filme não tem personagens negros importantes em uma época onde a cidade de Londres tinha uma grande quantidade de pessoas desta etnia.

Pessoalmente acredito que os produtores preferiram não arriscar colocar Shakespeare em um romance inter-racial, pois isso poderia afastar uma parte do problemático público americano.

 

A Ponte do Rio Kwai

rio kwai Um dos dramas de guerra mais conhecidos do mundo, seja pelo filme ou pela melodia histórica (clique aqui se não lembra), reconta a história de um herói de maneira errada.

No filme, o Col. Nicholson se torna prisioneiro de guerra nas mãos dos japoneses, que utilizam os soldados inimigos para construir uma ponte, que lhes daria uma vantagem estratégica. Como oficial com a maior patente, cabe a Nicholson comandar seus homens nesta tarefa. Para a surpresa de todos (japoneses e aliados) o coronel passa a ter como obsessão a construção de uma ponte sólida. Seu objetivo é aumentar a moral da tropa.

Na vida real, o tenete coronel Philip Toosey realmente tinha uma obsessão, manter seus homens vivos. Ele não queria ajudar os japoneses, mas sabia que sem construir a ponte seus homens acabariam mortos.

 

Aventura Sangrenta

aventura-sangrenta-poster01 Este western conta a história real da expedição comandada por Lewis e Clark pelo estado da Pensilvânia. Segundo o filme os dois encontram em seu caminho uma nativa chamada Sacagawea que se mostrou muito útil, principalmente ao atravessar uma aldeia de índios hostis. Durante o filme ela e Clark se apaixonam e precisam lutar contra o vilão do filme, o invejoso Toussaint Charbonneau.

Na vida real a dupla de exploradores realmente recebeu muita ajuda de uma nativa americana chamada Sacagawea, que era esposa de Charbonneau, um canadense-francês que foi contratado pelos dois como tradutor. Ela só foi levada junto com eles na expedição porque estava grávida do marido e segundo os historiadores nunca tentou nada com Clark.

 

Coração Valente

coracao_valente Mesmo que alguns descendentes do próprio Wallace tenham participado do filme, alguns pontos do filme dirigido por Mel Gibson fugiram muito do contexto histórico.

Para quem não viu o filme, trata-se de uma biografia de William Wallace, que ao retornar a sua terra natal encontra o povo oprimido pelo brutal rei Edward I. Depois que soldados ingleses matam a esposa de Wallace ele comanda os escoceses em diversas batalhas para expulsar os ingleses de seu país. Durante este período ele tem um pequeno romance com Isabella, a esposa do filho de Edward I.

Segundo os historiadores, o rei Edward I nunca instituiu o recurso da primae noctis (que permitia a nobres e oficiais ingleses tirar a virgindade de uma noiva no dia de seu casamento). Durante o filme os escoceses usam kilts nas batalhas, coisa que não é provável segundo eles.

Outro ponto complicado é o romance entre Isabella e Wallace, porque no período retratado no filme ela era apenas um bebê. Assim como Edward II, que aparece como um adulto no filme e neste período deveria ter apenas 13 anos. Coração Valente também exagera o problema existente entre Inglaterra e Escócia, pois no século XIII os dois países viviam um período de relativa paz que já durava quase 100 anos e o povo deste país em geral não exigia ser livre dos ingleses.

 

Gladiador

gladiador-poster01 O diretor Ridley Scott contratou um historiador para manter o seu filme o mais próximo da realidade, mas ao colocar um personagem fictício para ter uma importância tão grande no centro das ações, as coisas acabariam saindo fora do objetivo. Infelizmente este não é o único problema com o filme.

No filme o imperador Marco Aurélio não confia em seu filho Commodus e por isso pretende passar o comando do império para Maximus, seu mais competente general. Sabendo do plano do pai, Commodus resolve mata-lo e ordenar a morte de Maximus. Ele escapa, é preso por mercadores de escravos e passa a ser um gladiador nas arenas do império.

O primeiro ponto que os historiadores reclamam é o desejo de Marco Aurélio em voltar para Roma. O filme também retrata o governo de Commodus como um período de 2 anos, o que na verdade levou 13. Ele inclusive era mais jovem e mais em forma, diferente da representação do filme, sem contar o fato de que o acusam de ter matado o pai, coisa que não aconteceu.

O filme mostra batalhas que não aconteceram, catapultas que não foram usadas, uma raça de cão que simplesmente não existia nesta época, inscrições em latim estão escritas de forma errada e o anacronismo de oficiais gritando “fogo” para soldados com arcos e flechas, sendo que a expressão só passou a ser usada com o advento das armas de fogo.

 

O Intrépido General Custer

general custer Alguns consideram este um dos filmes que mais distorce a história na qual se baseia. Acompanhando a vida pessoal e militar do general da Guerra Civil americana George Armstrong Custer até a controversa batalha que matou ele e mais 200 soldados sob seu comando.

A primeira coisa que chama a atenção são os números de guerra do general, que foram exagerados. O filme sugere que sua promoção dentro do exército foi causada por um erro administrativo, o que não aconteceu. O filme afirma que o general virou alcoólatra em 1865, quando na verdade ele largou o álcool depois de um incidente em 1862.

Alguns expectadores reclamam da visão que o filme passa dos índios, principalmente do chefe “Cavalo Louco”, mas sendo uma produção de 1941 eu não esperaria nada diferente. O filme passa a idéia que ele entrou em sua última batalha por simpatia aos nativos americanos, fazendo até mesmo uma carta emocionante expondo seus motivos. Ele vai ao campo de batalha sabendo que não deverá sair desta vivo, mas ainda assim faz este último sacrifício. Historiadores apontam que ele entrou no campo de batalha arrogantemente e que não tinha nenhuma das boas intenções mostradas.

A Batalha de Bulges

Battle-Of-The-Bulge O filme retrata um importante conflito ocorrido entre aliados e alemães depois da invasão da Normandia. Os nazistas aproveitam-se do péssimo clima que impede o pouso do suporte aéreo para atacar com tanques. Mas a falta de combustível se mostra um ponto fraco para os alemães, o que foi aproveitado pelo tenente-coronel Kiley para ganhar a batalha.

O primeiro ponto que fica esquisito foi o local das filmagens. Os produtores utilizaram florestas da Espanha para retratar o inverno da Bélgica, sendo que nenhum grande esforço foi feito para que o clima fosse retratado. Tendo sido uma batalha praticamente focada em tanques de guerra, os utilizados no filme são bem fora da realidade.

Foram utilizados nas filmagens tanques da guerra da Coréia, mais modernos do que aqueles vistos na batalha real. Eles nem sequer eram das cores certas. Até mesmo o problema com suprimentos e combustível sofrido pelos alemães foi retratado de forma errônea.

 

Pearl Harbor

PearlHarborPoster Dirigido por Michael Bay, este filme tem grandes explosões assim como todos os outros que ele faz, mas faltam alguns pontos importantes, que foram mudados provavelmente para agradar o público.

Durante o filme somos apresentados a dois amigos que durante a guerra se reencontram no meio do ataque japonês à base americana. Eles dão um jeito de entrar em seus aviões e abater diversos inimigos no ar. Na vida real nenhum dos pilotos que conseguiram levantar vôo abateram tantos aviões.

Os personagens são enviados depois para a missão de bombardear Tóquio, mas na verdade nunhum piloto de caça foi enviado nesta missão. Pearl Harbor usa as falas do comandante japonês vistas em Tora! Tora! Tora!, que no mundo real nunca foram ditas. Também é mostrada uma cena onde o presidente americano Franklin Delano Roosevelt levanta de sua cadeira de rodas, o que nunca aconteceu.

 

Fonte: HowStuffWorks

13 comentários:

Arthurius Maximus 6 de março de 2009 12:26  

Se a preciosidade história fosse indispensável para filmes; eles seriam documentários. (rs)

As vezes a realidade é muito chata. E prender-se totalmente a verdade histórica pode não render filmes tão bons. Por isso que, normalmente a expressão "baseado em fatos reais" é aplicada nesses casos. Há sempre um espaço para a criatividade do autor ou do diretor.

Quanto a Custer; só queria acrescentar que ele se divertia atacando aldeias onde os guerreiros haviam partido para lutar contra o exército americano em outros pontos.

Era um carniceiro arrogante e foi um dos principais responsáveis por muitas atrocidades cometidas por índios (como vingança)naquela época.

Bem ao exemplo do Duque de Caxias. Que adorava cavalgar a toda velocidade nas cidades paraguaias se sabre em riste, decapitando mulheres e crianças.

Quem faria um filme de Duque de Caxias aqui que retratasse isso?

Dmitry 8 de março de 2009 09:07  

Se fossem fazer um filme do Caxias ele seria um grande herói bonzinho tentando sempre salvar os fracos e oprimidos.

Voltando ao assunto, algumas coisas até passam, mas existem detalhes como a mulher em Coração Valente ser um bebê ou a cor dos tanques (pintar um tanque não pode custar tão caro) que não seria pedir demais pela verdade histórica.

José Augusto - BH 10 de março de 2009 08:46  

Dois comentários imbecis sobre Caxias, que não têm nada a ver com o tópico.

Não sou militar, mas leio muito sobre isso. Depois que um picareta (não-sei-o-quê Chiavenatto) escreveu um livro falando mal do Duque de Caxias, passou a ser "chique" falar mal dele. Caxias, na verdade, era um pacifista com visão de futuro. Tanto que não venceu nenhuma batalha sangrenta dentro do nosso território nacional. Chegava nas províncias e conversava com os líderes rebeldes, fazia tratados de paz e voltava para a Corte, no Rio, sem derramar sangue. Foi assim no Maranhão, no Pará, em Minas Gerais (Santa Luzia), no Rio Grande do Sul, etc. Era respeitado pela sua erudição e diplomacia política. Não precisava de pagamento porque era de família rica, e nem de fama, porque era humilde. Com isso, após a Guerra do Paraguai, foi eleito senador, posição em que ficou até a morte.
Na Guerra do Paraguai, foi a única opção do imperador D. Pedro II para disciplinar a tropa e a população brasileira na área, que havia se tornado um grande puteiro e caldeirão cultural e comercial, com gente (os "Voluntários da Pátria") de todas as províncias brasileiras se misturando no Pantanal e no Chaco paraguaio. Só com sua presença acalmava amigos e inimigos, introduzia o serviço religioso nas campanhas e dava sentido moral e patriótico em ambos os lados. Quando sentiu a queda do poder bélico do ditador paraguaio, fez questão de se retirar e declarar o fim da guerra. Mas havia um tal de Conde D'Eu, genro de D. Pedro II, que quis fazer fama e assumiu a guerra após a derrota paraguaia. Aí, sim, foi a covardia, o tripúdio, a violência gratuita. Tudo sob protesto do Caxias, que então já protestava no Rio de Janeiro.
Basta um desqualificado criar uma ficção de "guerra química e bacteriológica", em cima do Caxias, para se espalhar essa versão, assim como os americanos espalham só coisas boas e heróicas sobre seus personagens.

Aí está a diferença entre o patriotismo americano e o nosso, latrino-americano. Pesquisem e leiam mais antes de espalhar boatos.

Felipe Bastos 10 de março de 2009 11:43  

Filmes com temas historicos são os mais dificies de se adaptar , por mais que tenha uma acompanhamento de historiador como em Gladiador , os erros e falta de informação é normal ,mas nem por isso tira o brilho do filme.

Faltou 300 , Troia e Alexandre.
Bela lista,abração.

Anônimo 10 de março de 2009 16:38  

já vi fotos duma cena do gladiador em que aparece um avião no céu ao fundo... e outra dum gladiador de relógio...

Dmitry 10 de março de 2009 18:53  

Parece que o campeão é mesmo o Gladiador. Não sabia destes detalhes bizarros.

@José Augusto - BH: Achei que as informações fornecidas foram muito úteis, mas você poderia tentar passar sua opinião sem ter que agredir as outras pessoas. Aparentemente Caxias era um cara muito mais educado do que você.

Gawaim 10 de março de 2009 21:41  

Quem tem a história como uma paixão, revolta-se e até perde o controle mesmo quando percebe um incorreção gratuita como foi o caso.
Tenho exaustivamente explicado alguma coisas da história em alguns blogs por aí, mas não adianta todos se rendem a por exemplo um antimericanismo gratuito, inclusive sobre a atuação dos soldados brasileiros na 2ª guerra

Nílson S, Rodrigues 21 de abril de 2009 18:07  

Arthurius Maximus disse............
Um artigo histórico sobre a Guerra Civil Americana prega que George Armstrong Custer foi promovido de sub-tenente a General por falta de Generais. Não haviam Tenentes, Capitães, Majores, Ten.Coronéis e Coronéis para serem promovidos? Fico com a versão do filme que revela sua promoção como um erro burocrático. (Aliás, filme muito divertido com Errol Flinn). Foi um arrogante e carniceiro matador de índios. Merecia um fim pior para sua vida. Agora, quanto ao comentário sôbre o nosso Duque de Caxias, o comentarista errou. Passou longe da História. Até mesmo da História primária ensinada nas escolas. Caxias foi o grande líder, com muita responsabilidade pela vitória contra o Paraguai, mas já havia retornado ao Rio de Janeiro quando o Exército Brasileiro invadiu o Paraguai, sob o comando do Conde D'Eu, marido da Princesa Isabel.
Êsse frances carniceiro foi posto no comando supremo das nossas Fôrças para invadir o Paraguai, por vontade de D.Pedro II, para que a êle coubesse alguma glória e que o tornasse bem visto pelos oficiais brasileiros que temiam que, com a morte de D.Pedro II, subissem ao trono a Princesa Isabel e o seu marido: o Conde D'Eu ! Viam, os militares, uma perigosa possibilidade de voltarmos a ser agora dirigidos pela França. Os atos barbáricos que suas ordens determinaram (passar todos os varões sob o fio do facão, destruir tudo o que fôsse produtivo no Paraguai e suas riquezas roubar) acentuou ainda mais a aversão dos oficiais contra o Conde D'Eu e apressou a Proclamação da República. Afinal, o Conde D'Eu prá quem?

freefun0616 3 de novembro de 2009 11:28  

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msf 30 de setembro de 2010 04:39  

Não existe desculpa aceitável para se utilizar uma história já pronta (história real, um livro, outro filme) para se fazer um filme!
Se o criador do filme não vai reprisar ao menos os eventos e equipamentos usados como era originalmente, então que crie sua própria história. Usar a de outros não passa de falta de imaginação, de incapacidade.
A verdade é que os autores de filmes de Hollywood (mas a maioria dos demais também) são uns verdadeiros incompetentes, preferindo roubar histórias prontas, só mexendo um pouco para "fingir" terem criatividade.
Mas não passa de pura vagabundagem.
Só tem um tipo pior que eles, o que tenta arrumar desculpa para as 'mexidas' que fazem. Não há desculpa: se não vai ser fiel ao original (nos eventos, não nos detalhes como diálogos, motivações dos personagens, etc, que seria aonde pode haver as mudanças) então que crie a sua própria história.
Ou desista de fazer filmes, vá procurar algo que saiba fazer direito.

msf 30 de setembro de 2010 04:46  

A maioria provavelmente faz isso só pra ganhar dinheiro em cima dos fãs alheios.
Como no caso do "senhor dos anéis". O primeiro foi passável, embora cheio de idiotices, mas o segundo me fez sair do filme no primeiro terço da exibição.
Peter Jackson, que mentiu descaradamente sobre ser fã de Tolkien, encheu a história de clichês hollywoodianos, e destruiu totalmente o propósito do Povo de Rohan, que era mostrar a utilização da cavalaria, ou seja, poder se deslocar rapidamente de um lugar de ameaça a outro, como o fizeram os imperadores bizantinos (de onde pode ter saído a inspiração) quando não podiam mais pagar um grande exército.

MSF 7 de maio de 2011 00:46  

Sobre os comentários a respeito do Duque de Caxias, é difícil não ficar pensando se os seus defensores estão realmente sendo racionais, ou apenas estão tomados de patriotismo, haja visto as críticas ao "francês" Conde D'Eu. O uso da nacionalidade dele é típica de patriotas exaltados incomodados. Sei que Caxias tratou a maior parte das rebeliões com atitudes pacíficas, mas se alguém quer falar mal dele, pode estar até 50% correto, então, tem o direito a sua opinião, por mais idiota que pareça ser...

MSF 7 de maio de 2011 00:51  

Quanto aos livros, muitos deles são extremamente realistas, vide a saga da dinastia inglesa dos plantagenetas, escrita pela Jean Plaidy. A correção dos fatos históricos é excelente. Ou seja, historicamente vale mais um mau livro, que um ótimo filme.

Na realidade, mesmo, a maioria das pessoas não assistem filmes esperando realidade, e a maioria dos que acreditariam no que os responsáveis filmaram a verdade histórica não se importam com o passado, apenas com o presente. Os que querem a verdade não perdem tempo procurando-a em filmes ou seriados.
Infelizmente...

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