A vida digital está nos deixando mais burros?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

criança video game Atualmente é difícil para uma criança imaginar como era o mundo antes dos computadores. Se você tem uma dúvida sobre algum assunto, basta buscá-lo no Google ou na Wikipédia, se você quer escrever um texto existem vários processadores de texto com corretores ortográficos e se algo sai errado, é simples deletar e escrever tudo de novo. Em um futuro próximo todos os aparelhos celulares terão GPS e ninguém precisará se perder em lugar nenhum.

Ao assistir refilmagens de produções onde as pessoas se perdiam ou não conseguiam chamar alguém para lhes socorrer a primeira coisa que todo mundo pensa é no sinal de celular e no aparelho de GPS.

Ninguém mais quer ler um texto inteiro, apenas dar um Ctrl+F e localizar o que se deseja. As pessoas começam a não saber mais usar mapas, planejar o que se vai escrever ou até mesmo fazer cálculos mais complexos.

Pesquisadores ingleses estão começando a se preocupar com o peso das tecnologias no desenvolvimento pessoal de cada indivíduo. A neurocientista Susan Greenfield afirma que redes sociais como o Orkut, Facebook e Twitter estão diminuindo o intervalo de atenção, aumentando a gratificação instantânea e fazendo as pessoas se tornarem mais presas em seus mundos particulares.

Pais e professores daquele país estão reclamando que os jovens estão tendo problemas de comunicação e concentração quando ficam longe de seus computadores. Susan completa dizendo que a exposição constante a sites de relacionamento, jogos eletrônicos e certos programas de TV pode “reprogramar” o cérebro.

crianca no computador “Meu medo é que estas tecnologias estão infantilizando o cérebro ao estado de uma criança pequena, que é atraída por luzes brilhantes e barulhos, que tem um baixo intervalo de atenção e que vive apenas para este momento”.

Para ela no futuro podemos perder a capacidade de nos comunicarmos diretamente assim como grande parte da população perdeu a habilidade de matar, tirar a pele e preparar nossas refeições.

Estudos recentes apontam que os jovens ingleses passam em média 7 horas e meia na frente de monitores.

Pessoalmente acho que tudo demais pode se tornar prejudicial, portanto acredito que computadores e jogos eletrônicos ajudam no desenvolvimento do cérebro, mas retirar outros fatores como o contato pessoal direto e atividades ao ar livre fazem do mundo digital o vilão da vez.

O problema é que legisladores e a maior parte das pessoas não sabem ver o meio termo. Sempre o game GTA é o culpado pela violência, a Internet aliena as pessoas ou outra desculpa esfarrapada. Sempre existe uma história por trás dos acontecimentos e o computador, os jogos e as redes sociais podem estar envolvidos, mas dificilmente serão a causa principal.

Mas por outro lado será que usar todos estes recursos digitais na infância (durante a alfabetização por exemplo) não irá influenciar negativamente na formação da pessoa?

Fonte: Daily Mail

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