Os testes em símios são realmente necessários?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

testes em macacos Testar produtos químicos, medicamentos e cosméticos em animais é uma prática muito mais comum do que você imagina. Atos dignos de filmes de terror são realizados por laboratórios com o objetivo de tornar seus produtos mais seguros para as pessoas. Deixar o olho de um cão ou macaco aberto a força para pingar detergente é um exemplo de um teste. Ministrar um medicamento para se ter uma idéia dos efeitos colaterais é outro.

Para os que se preocupam com o sofrimento dos animais, os testes são ainda piores. Mais de 10 mil primatas morrerão este ano em laboratórios somente na Europa. Na verdade o termo primata incluiria o ser humano, por isso seria mais correto dizer primata não humano.

O grande problema é que ninguém tem uma idéia exata das semelhanças e diferenças entre os animais e o ser humano. Isso causa um enorme problema e desacredita a maior parte das pesquisas que testam em animais.

O que é curioso é a insistência no uso destes testes. Muitos procedimentos alternativos foram criados para simular as experiências em animais. Mesmo assim diversas empresas e laboratórios ignoram, continuando este ciclo de sofrimento.

No fim do post você pode conferir um vídeo (em inglês e sem legendas, infelizmente) onde a Animal Defenders International (ADI) expõe grande parte destes problemas, cintando doenças que afetam humanos e não os macacos como exemplo. Um escândalo que pode ser apontado como grande diferença entre as duas espécies foi o incidente com um novo medicamento chamado TGN-1412.

Esta droga estava sendo testada para o tratamento da artrite reumatóide e da leucemia linfóide crônica do linfócito B. A dose dada aos humanos foi de 0,1 mg por kg, 500 vezes menor do que o considerado seguro nos testes com animais. As consequências foram desastrosas. Seis voluntários foram hospitalizados, sendo que pelo menos quatro apresentaram disfunção múltipla de órgãos. Outro apresentou sinais iniciais de câncer.

Muitos concordam que a utilização de uma forma alternativa de teste poderia ter evitado esta tragédia. A microdose é uma técnica que consiste em dar uma dose de algum composto a um ser humano em uma quantidade tão pequena que as reações não são percebidas pelo corpo todo, mas sim pelas células. Esta forma de teste tem eficiência de 80%, sendo um método mais seguro do que o uso de cães, símios e roedores.

Outra grande questão levantada pela ADI é a captura de macacos em florestas para serem usados por laboratórios. Não preciso citar o fato de que grande parte das espécies de símios estão em extinção. Como preservar a existência destes animais se usamos grande parte dos produtos que anteriormente foram testados neles.

Os macacos são comprovadamente inteligentes e possuem traços psicológicos semelhantes aos vistos em humanos. Exatamente por este motivo a vida em uma jaula e a participação em experimentos faz com que eles desenvolvam diversos problemas psicológicos. Os observadores do vídeo presenciaram macacos que comiam suas próprias mãos até os ossos ficarem expostos, machucavam seus próprios rostos e desenvolviam diarréia por causa do ambiente onde estavam alocados.

Um site especial foi criado para agregar informações sobre os testes em primatas e apontar o que fazer para acabar com estes procedimentos absurdos. Clique aqui e conheça mais sobre o Save the Primates. Outra excelente maneira de fazer a diferença é tentar comprar produtos apenas de empresas que não testam em animais. Uma lista com empresas nacionais que não testam pode ser encontrada no site da ONG PEA (clique aqui para visitar), um outra com empresas internacionais pode ser encontrada no site da PETA (clique aqui para fazer o download da lista).

 

Fonte: TreeHugger

4 comentários:

D.Rivers 12 de fevereiro de 2009 16:03  

Excelente Post!!!Alerta a tds sobre um assunto muitas vezes esquecido, infelizmente...é desumano o que fazem com essas criaturas ''em nome da ciencia''.
Existe uma grupo de cientistas que diz que qqr experimento feito em seres vivos teria o mesmo efeito se fosse feito se não usasse cobais.É de se pensar...

Fabrício 17 de fevereiro de 2009 13:45  

Não sou de usar "comentários nervosinhos"... mas, queria ver o povo vivendo sem os beneficios que essa industria dá!

Concordo que precisa existir um controle, impedindo o abuso na *quantidade* de cobaias utilizada...

Mas sinceramente, sem o uso de cobaias ainda estariamos usando penicilina com antibiótico e nos cagando de medo pra uma epidemia de varíola.

Dmitry 8 de março de 2009 09:41  

Mesmo que você concorde com grande parte do que foi feito até hoje, o que revolta é saber que existem opções a diversos testes, mas empresas e laboratórios se recusam a largar do vício em usar cobaias em testes.

freefun0616 3 de novembro de 2009 11:54  

酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店經紀,
酒店打工經紀,
制服酒店工作,
專業酒店經紀,
合法酒店經紀,
酒店暑假打工,
酒店寒假打工,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店工作,
酒店打工經紀,
制服酒店經紀,
專業酒店經紀,
合法酒店經紀,
酒店暑假打工,
酒店寒假打工,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店工作,
酒店打工經紀,
制服酒店經紀,
酒店經紀,

,酒店,

Related Posts with Thumbnails

  © Free Blogger Templates Columnus by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP  

Google+