Quarta, 16 de Janeiro
Para entender como esta noite termina é necessário saber como ela começa. Eu me atrasei para sair de casa pois estava viciando Guitar Hero 3 que eu havia acabado de instalar e isto quase me custou os melhores shows da noite.
Havia um engarrafamento enorme, que me fez demorar quase 1 hora a mais para chegar, e ainda quando consegui a SET (Superintendência de Engenharia de Tráfego, a.k.a. fábrica de multas) havia limitado a entrada ao local de estacionamento para 1 faixa quase 2 km antes do previsto. Eu teria que dar a volta e pegar parte do engarrafamento de novo, mas apareceu um guardador apontando que poderia se estacionar no canteiro central da avenida.
Depois de conseguir estacionar eu andei um monte até chegar no local da festa e fui direto para a entrada do camarote, que este ano não precisa ter apenas a pulseira, mas também tem que usar uma camisa verde horrível. Chegando lá me confirmaram que eu havia perdido os shows de Voa Dois e Banda Eva. Viva! perdi os axés e agora era o show do Capital.
Aqui vale um certo histórico sobre minha experiência com a banda no Festival. Eu já possuia uns cds do Capital mas nunca tinha ido a um show deles até aquele que citei no post anterior. Simplesmente Dinho Ouro Preto faz o show para o público, se comunica com ele e gosta muito da resposta das pessoas à sua apresentação. Lembro que naquele dia onde eles tocaram seguidos do Ira! e de Nando Reis, a banda terminou o show quase meia hora depois do previsto e Dinho já estava quase sem voz de tanto gritar. Todos eles dão tudo de si no palco e em todos os shows deles que fui as coisas andaram neste ritmo.
Este ano não foi diferente, teve torneio de pirâmide humana, fã jogando a parte de cima do biquini e muita energia do público, principalmente da galera da pista. Eles tocaram músicas do disco novo e também clássicos, além de músicas do Aborto Elétrico. Quando eles estavam apresentando a música Primeiros Erros Dinho colocou a galera para cantar e assim que ele terminou o verso "mas só chove e chove" começou realmente a chover e o público todo foi a loucura. Achei o show um pouco curto demais, mas ao ver o tamanho do show de Ivete Sangalo que se seguiu entendi porque. A produção deve ter sacrificado um show que eles acreditavam menos importante para que uma pessoa que vai tocar 7 dias de graça semana que vem possa cantar mais.
Eu achei uma tremenda sacanagem da organização do evento colocar o show do Tihuana na mesma hora do show do Capital, afinal teriam várias atrações de Axé no dia, além de Gilberto Gil, portanto haveria tempo para colocar o show de modo a agradar os fãs de ambas as bandas.
Quando terminou o show do Capital eu fui ver o resto das atrações no Festival, pois não ia ficar lá no camarote para ver o show de Ivete. Ao sair fui na roda gigante, que me deu uma visão impressionante da festa, são 3 palcos, uma tenda eletrônica, uma arena de esportes radicais com Kart, escalada e uma estrutura para a pessoa realizar alguns desafios nas alturas, que foi precisamente minha parada seguinte, onde me diverti bastante. Quando terminei com a arena o show do Ponto de Equilíbrio estava começando.
Eu gosto de shows de reggae e sempre me divirto aos montes em todos os que fui. Não conhecia esta banda mas suas letras são boas e eles têm uma boa legião de fãs aqui em Salvador, por isso a apresentação foi ainda mais legal, com o público cantando as letras junto com a banda. Foi engraçado porque eu e Isabel éramos as únicas pessoas no local com a camisa do camarote e, no início, as pessoas olhavam para nós como se fóssemos aliens. Mas quando viram que estávamos lá para aproveitar o show todos deixaram para lá e foram curtir também.
Depois do Ponto de Equilíbrio veio o show do Aguarraz, uma banda de pop rock que não me impressionou muito, por isso vi um pouco do show e fui para a tenda tecno. Lá estava mais do mesmo de todo ano, muita música eletrônica, muitos efeitos de luz e, a novidade deste ano, dançarinas com roupas coladas fazendo a população masculina babar, inclusive porque de longe e com a luz desta maneira parecia que elas estavam peladas.
Ainda havia o show de Gilberto Gil para esperar o último da noite, Charlie Brown Jr. Eu não sou tão fã assim da banda por isso resolvi ir embora. Ao sair andei mais um pouco até chegar ao local que estacionei para não encontrar meu carro. Pronto, pensei, roubaram o carro. Eu e Isabel andamos um pouco mais até o pessoal da SET para perguntar a eles se eles tinham visto alguma coisa.
"Era um Gol vermelho?" perguntaram. Fiquei sabendo que o carro tinha sido guinchado 10 minutos depois de sairmos. Perguntamos sobre os procedimentos para retirar o carro e explicamos porque havíamos colocado o carro lá. Depois de um certo papo ele chegaram a afirmar "se soubéssemos que eram pessoas educadas teríamos até avisado, foi mal." Poxa, se vai sacanear o riquinho metido, tenha certeza primeiro. Mas foi o jeito, pegamos um táxi para casa e no dia seguinte teríamos que acordar cedo para resolver o carro, assunto que será tratado em um post futuro.
A seguir: Meu último dia no Festival.
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