Cresce assustadoramente o número de suicídios entre membros do exército americano

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O problema está crescendo desde o ano passado, quando foi superado o recorde de suicídios de membros do exército americano. Em 2007 115 pessoas acabaram com as próprias vidas apenas no exército, em 2008 já são 62 casos confirmados e 31 ainda não esclarecidos.

A instituição já está utilizando programas de prevenção ao suicídio, mas isso ainda não está surtindo efeito, pois procurar ajuda é visto como uma fraqueza pelas outras pessoas dentro do exército. O sargento de primeira classe Joseph Marshall disse que um dos soldados subordinados a ele voltou do Afeganistão muito abalado pela experiência vivida. “Ele não queria estar mais aqui. Ele não queria estar no exército. Ele não queria viver. Ele só queria que tudo acabasse”. O soldado ainda está vivo porque seu problema foi identificado e resolvido pelo pelotão.

O próprio exército americano organizou uma passeata em homenagem aos mortos por suicídio, como uma forma de demonstrar simpatia pelas famílias e alertar aos soldados que a ajuda está disponível.

Penny Pierce, que trabalha no Fort Drum (onde a passeata foi realizada), afirma que o tabu em volta do suicídio deixa os soldados muito vulneráveis. “Eles sentem como se devessem ser fortes o tempo todo e que pedir ajuda é algo que eles não querem fazer”.

É preciso medir o que a guerra está fazendo com esta geração de americanos, pois um número muito grande de jovens está em diversos locais do mundo onde os EUA fazem guerra. Toda essa violência está mexendo com eles e talvez venhamos a ter mais um grupo de veteranos de guerra com a cabeça muito destruída, assim como os anos 80 foram com os veteranos do Vietnã.

Fonte: National Public Radio

3 comentários:

Arthurius Maximus 23 de setembro de 2008 01:32  

A pressão do combate é assustadora. No início, os combatentes eram enviados para as guerras até o fim. Depois baixou-se o tempo para um ano; hoje, são apenas seis meses.

Mesmo assim, os danos são drásticos e permanentes.

Nenhum guerreiro ama a guerra. Só a idolatra quem nunca esteve por lá.

Isabel 23 de setembro de 2008 20:52  

The time not to become a father is eighteen years before a war.
E. B. White

Dmitry 24 de setembro de 2008 08:38  

Deve ser por isso que o Bush gosta tanto dela.

Palavras muito sábias Isabel

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