Seriam os celulares o novo cigarro?

domingo, 17 de agosto de 2008

Semana passada estava conversando com Isabel e Wagner sobre os perigos de se usar um celular, pois temos uma conhecida que não tira o ouvido do aparelho. Existem pessoas que enxergam no telefone uma fonte de possíveis cânceres, já outras dizem que está provada a inocência do celular. Mas na verdade nenhum estudo conclusivo foi feito sobre os riscos do uso destes aparelhos.

Para o lado de quem acusa os celulares existe o fato de que a indústria jurava que os cigarros não faziam mal, assim como acontece hoje com os telefones. As maiores empresas do ramo como a Nokia, a AT&T e Motorola afirmam que diversos estudos já foram feitos e nenhum comprovava risco pelo uso de telefones móveis. “A esmagadora maioria dos estudos publicados em revistas e jornais científicos ao redor do globo mostram que telefones sem fio não representam risco à saúde”, afirma a Associação de Celulares, Telecomunicações & Internet em um comunicado a imprensa.

Esta afirmação pública foi motivada por um memorando do diretor do Instituto do Câncer da Universidade de Pittsburg, que alertava empregados da faculdade sobre a necessidade de se reduzir o tempo de uso dos telefones celulares baseado em dados de estudos científicos ainda não publicados. “Mesmo que as provas sejam controversas eu estou convencido de que elas são suficientes para se tomarem precauções quanto ao uso dos celulares”, afirma o diretor Ronald Herberman no memorando liberado para três mil funcionários no fim de julho.

Uma das maiores razões para que os dados científicos não sejam conclusivos é o fato de que usamos os celulares de forma muito variada, tornando-os difíceis de serem reproduzidos para estes estudos. As pessoas usam seus telefones de maneiras diferentes, por períodos diferentes e em lados diferentes da cabeça. Outro fator que dificulta a visualização de problemas é o tempo que os celulares estão entre nós. Mesmo que mais de 3 bilhões de pessoas possuam um celular atualmente, eles só se tornaram populares nos últimos dez anos, o que é muito pouco tempo para resultados concretos. O diretor executivo do Australian Center for Radio Frequency Bioeffects Research diz que “o mais difícil é se estabelecer se existe um efeito de longo prazo no uso de telefones celulares”.

O grande problema é que a vida moderna faz do celular um dispositivo indispensável, eu mesmo tenho dois. Se você decidir não andar por ai com um telefone, várias pessoas vão estranhar e você ainda pode perder oportunidades de negócios. Acho que os estudos deveriam ser mais sérios e precisos. As pessoas precisam saber do risco que estão correndo. Eu abriria mão de ter um aparelho se soubesse ao certo que estou aumentando a possibilidade de ter um câncer no futuro.

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