As Olimpíadas na China acabaram... e o Brasil?

domingo, 24 de agosto de 2008

Pois bem hoje chegaram ao fim os jogos olímpicos de Beijing e muita gente está descendo o sarrafo na equipe brasileira por causa de seus resultados. Mas será que tanta choradeira é realmente correta?

Eu não acho que nem o complexo de Polyana da Globo está certa, nem o pessoal que prefere nem participar dos jogos estão certos. A rede Globo quer fazer com que todo mundo acredite que esta Olimpíada foi a melhor de todos os tempos e nós sabemos que poderia ter sido bem melhor.

Temos casos de medalhas certas que foram perdidas por infelicidades. O ouro de Diego Hipólito estava na mão, mas ele não pode ter o mundo jogado em suas costas porque errou um salto em uma apresentação quase perfeita, foi uma infelicidade. O mesmo pode ser dito da equipe de futebol feminino, que jogou uma das partidas mais emocionantes que já vi. O ouro estava na mão, mas foi uma infelicidade. O futebol masculino eu prefiro nem comentar.

O vôlei masculino perdeu o jogo em cima dos próprios erros, foi nervosismo mesmo. Se o Brasil tivesse errado metade dos saques que errou ontem, com certeza tinha vindo o ouro. O vôlei de praia, que é outra modalidade com tradição ficou um pouco abaixo das nossas espectativas. O mesmo pode ser dito da vela, que vinha trazendo ouros pro Brasil. O Jardel Gregório também não conseguiu a concentração necessária para fazer um salto que para ele deve ser normal fora dos jogos olímpicos.

Mas antes de tentar explodir o avião da delegação brasileira vamos lembrar do retrospecto histórico recente? Na Olimpíada passada o Brasil ganhou 10 medalhas (5 ouros, 2 pratas, 3 bronzes), em Sydney foram 12 (6 pratas e 6 bronzes) e em Atlanta foram 15 medalhas (3 ouros, 3 pratas e 9 bronzes). Na Olimpíada realizada este ano a conta final ficou em 15 medalhas (3 ouros, 4 pratas e 8 bronzes) portanto ficamos na média histórica do país.

Talvez as grandes expectativas fossem criadas pela delegação ter um número recorde de participantes, mas este é o primeiro fato a ser comemorado. Não podemos chegar com vários atletas participando pela primeira vez, já esperando levar o ouro em tudo. Os incentivos ao esporte precisam durar de hoje até o dia do início dos próximos jogos, pois talvez assim o número de ouros venha a aumentar.



Vamos achar um meio termo, não precisa aplaudir a derrota se você assim desejar, mas precisamos sim incentivar nossos atletas para que melhores resultados venham.

8 comentários:

Arthurius Maximus 24 de agosto de 2008 21:30  

Ufanistas que me perdoem, mas somos "um lixo" numa matéria muito importannte quando se fala em esporte de competição de alto nível: Treinamento mental.

O sucesso do atleta é 30% físico, 30% treinamento e técnica e 40% Controle mental.

É muito fáceil perceber-se isso vendo os desempenhos dos Hipólitos nas duas últimas olimpíadas. Basta "rolar uma pressão" e... pronto. O mundo acaba.

Um abraço.

Dmitry 24 de agosto de 2008 22:29  

Na verdade podemos dizer que isso se aplica a toda a equipe de ginástica artística.

Arthurius Maximus 25 de agosto de 2008 01:45  

Discordo Dmitry. Perdemos outras medalhas claramente por desconcentração ou por "amarelismo" em excesso. Fora que outras modalidades os camaradas festejaram quando chegavam em último lugar. Uma piada.

É melhor levar menos atletas; mas levar apenas os bem preparados.

A própria Confederação de judô "cantou a pedra" ao pedir ao COB para levar o psicólogo que acompanha os atletas desde o PAN. Acharam, desnecessário. Foi o pior momento do nosso judô em Olimpíadas.

Dmitry 25 de agosto de 2008 13:12  

Acho que recusar a ajuda do psicólogo foi besteira, mas sou contra levar poucos atletas. Afinal isso vai desmotivar o pessoal que está começando.

Precisamos melhorar com cada vez mais atletas e incentivar o patrocínio por parte de empresas privadas. Assim a passagem e tal não sairá tão caro para o COB.

Isabel 28 de agosto de 2008 18:26  

É complicado querer que nossos atletas (pelo menos sem ser do futebol masculino, que recebem quantias astronômicas e patrocínios) possam competir em pé de igualdade com atletas que não precisam se preocupar com dinheiro, alimentação ou equipamento, treinando e sendo construídos patrocinados durante anos e anos.
Cobrar todo mundo sabe na época da olimpíada, difícil é ver alguém nesse país prestigiar no resto do tempo alguma coisa que não seja o tão famoso e perfeito futebol brasileiro.
Debochar de quem chora por ter dado o melhor que podia é fácil...difícil é fazer igual.

Dmitry 28 de agosto de 2008 18:45  

Pior que na época de mundiais de judô ou tiro esportivo ninguém dá a mínima. Tem atleta que recebe como "patrocínio" uma tigela de açaí por dia. Convenhamos que não podemos esperar milagres

master 29 de agosto de 2008 14:25  

É isso aí, o pessoal anda muito passional... Muito oito ou oitenta. Belo texto.

Vader 29 de agosto de 2008 16:37  

de boa, o brasil foi um lixo sim.....ñ adianta passar a mão na cabeça não, lixo, lixo lixooooooooooo queria derubar o avião daqueles meRDAs sim, Ñ SOU ATLETA se fosse pelo menos qdo perdesse ñ ficaria chorando pelos cantos, o COB tbém é uma BOSTA e o incentivo do analfabeto barbudo para o esporte é uma BOSTA!!!!!!!!!!!

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