Miíase come o rosto de um cidadão - Antes e Depois

domingo, 16 de março de 2008

Este blog foi uma indicação da Isabel, que gostou muito do site e recomendou para todos aqueles que gostam de casos clínicos de cirurgia buco-maxilo-facial. O editor do blog é o Dr. Mário Serra Ferreira e ele sempre explica muito bem os casos relatados, com detalhes e bibliografia. Para conhecer o site completo clique aqui, vale a pena principalmente para profissionais de saúde e estudantes da área.

O caso que peguei de primeira lá foi extremamente impressionante. A miíase (conhecida como bicheira) é uma doença parasitária provocada pela larva da mosca, que penetra na pele do hospedeiro e lá vai se desenvolver.

Segundo o site Dermatologia.net:

"Após a penetração, começa a formar-se uma lesão nodular, avermelhada, com um orifício central, por onde é eliminada secreção aquosa (exsudato), levemente amarelada ou sanguinolenta. Podem ser uma ou mais lesões e atingir qualquer área da pele, inclusive o couro cabeludo. A doença provoca dor em fisgada e, em alguns casos, coceira."

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Se a pessoa não retirar as larvas a tendência é que o número delas aumente e elas precisem de mais alimento e espaço. Foi o que ocorreu no caso clínico impressionante apresentado pelo Dr. Mário em seu blog.

O paciente foi hospitalizado em Goiânia queixando-se de dor e tontura, com todo lado do rosto destruído, assim como a órbita ocular. O paciente foi tratado com antibióticos, foi feita a remoção mecânica das larvas com pinças e ministrada Ivermectina. O tratamento é velho conhecido das pessoas que resgatam animais nas ruas, pois a enfermidade é idêntica.

Após isto foram feitos curativos e proservação do paciente. Confira abaixo as fotos de como o paciente estava antes e como ele ficou depois. Aviso que algumas pessoas podem não se sentir bem vendo as fotos, por isso só continue se não tiver problemas com a visualização de lesões extensas.

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Paciente ao dar entrada


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Paciente após 20 dias de tratamento


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Paciente após 6 meses de tratamento


A miíase é comum em animais domésticos e pode ocorrer em humanos em regiões tropicais, mais frequentemente em indivíduos com higiene corporal precária, alcoólatras, deficientes mentais, vítimas de AVC com paralisia, pessoas com debilidade senil ou com saúde geral debilitada.


Fonte: Cirurgia Buco-maxilo-facial, Dermatologia.net

4 comentários:

Anônimo 20 de setembro de 2010 21:06  

não sei como uma pessoa deixou a larva da dermatobia homanis se alimentar dos seus tecidos! certamente ele sofreu bastante! suponho que as dores erão bem intensas e dolorosas!
Jonathas, estudante de biologia da Universidade federal de sergipe!

Anônimo 4 de novembro de 2010 15:29  

como a pessoa deixa chegar a este estagio para depois buscar pelo tratamento!!! impressionamte

Anônimo 16 de agosto de 2011 19:31  

Normalmente, a miíase chega a esse ponto em indivíduos com deficiências abandonados pela família, drogados ou alcoólatras com higiene muito precária. Provavelmente, o paciente acima estava contio numa das categoria anteriores.

Mauro 24 de agosto de 2011 19:18  

Pelo amor de Deus! Será que foi o médico que disse essa asneira de que se a larva não for retirada aumenta o número delas!!!!!!!!!!!!!
A larva nasceu a partir do ovo de uma mosca, larva não se reproduz por estar em um estágio imaturo.

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